Eu sentei na areia da praia, comecei a desenhar seu nome e em cada contorno me vinha a lembrança do que vivemos juntos, aquelas risadas, aqueles carinhos, as nossas trocas de olhares e até mesmo as palavras. Não sei ao certo se o que eu ouvia de você era verdade, mas naquele momento eu só queria acreditar que sim. Então, escorreu uma gota dos meus olhos e foi de encontro a um sorriso bucólico. Será que estou chorando por não te ter mais ou sorrindo por ter tido? A saudade ainda me deixa muito confusa.
Ao enxugar meus olhos, olhei para frente e me deparei com o horizonte. Uma única linha me fez pensar em como seria o nosso futuro. O mar parecia o palco, o céu era a grande tela e eu consegui ver perfeitamente o que jamais passaria de pensamentos e sonhos meus. Incrívelmente, em todas as cenas estavamos sorrindo. Você era diferente, o nosso amor era único e nada poderia dar errado, aparentemente não. Eu pude perceber que você era o homem que eu desejava passar o resto dos meus dias e diante das imagens que eu via, EU ainda era aquela menina que você dizia querer namorar, noivar, casar e ser a mulher da sua vida. Eu sintia a perfeição naquela trajetória que estava a minha frente. Nossas mãos sempre entrelaçadas, os corpos cruzados de maneira que ficava difícil dizer como viveriamos um sem o outro. Ali estavamos juntos e aquele era o destino que eu tinha escolhido viver. Destino? Certamente ele não é feito apenas das minhas escolhas. E derepente, num descuido meu, uma onda levou você de mim. Em último apelo pedi ao vento para trazer você de volta, mas foi em vão.



