domingo, 11 de setembro de 2011

Saudade

  Você nunca esteve tão perto de mim como está agora, guardado na saudade. Saudade? Sim, a única forma de te ter comigo e de não te deixar ir embora de vez.
  Eu sentei na areia da praia, comecei a desenhar seu nome e em cada contorno me vinha a lembrança do que vivemos juntos, aquelas risadas, aqueles carinhos, as nossas trocas de olhares e até mesmo as palavras. Não sei ao certo se o que eu ouvia de você era verdade, mas naquele momento eu só queria acreditar que sim. Então, escorreu uma gota dos meus olhos e foi de encontro a um sorriso bucólico. Será que estou chorando por não te ter mais ou sorrindo por ter tido? A saudade ainda me deixa muito confusa.
  Ao enxugar meus olhos, olhei para frente e me deparei com o horizonte. Uma única linha me fez pensar em como seria o nosso futuro. O mar parecia o palco, o céu era a grande tela e eu consegui ver perfeitamente o que jamais passaria de pensamentos e sonhos meus. Incrívelmente, em todas as cenas estavamos sorrindo. Você era diferente, o nosso amor era único e nada poderia dar errado, aparentemente não. Eu pude perceber que você era o homem que eu desejava passar o resto dos meus dias e diante das imagens que eu via, EU ainda era aquela menina que você dizia querer namorar, noivar, casar e ser a mulher da sua vida. Eu sintia a perfeição naquela trajetória que estava a minha frente. Nossas mãos sempre entrelaçadas, os corpos cruzados de maneira que ficava difícil dizer como viveriamos um sem o outro. Ali estavamos juntos e aquele era o destino que eu tinha escolhido viver. Destino? Certamente ele não é feito apenas das minhas escolhas. E derepente, num descuido meu, uma onda levou você de mim. Em último apelo pedi ao vento para trazer você de volta, mas foi em vão.
  Não havia mais nada naquele lugar, além de uma mulher sentada sozinha na areia da praia.